Convidamos para o evento 60 anos do golpe: não esquecer para nunca mais acontecer.
Data: 02 de abril de 2024.Horário: das 18h às 22h.
Local: UFABC, Campus SBC, Auditório principal.
Este ano o golpe militar de 1964 completa 60 anos. A Universidade
Federal do ABC, reafirmando seu compromisso com a democracia, com a
formação de profissionais conscientes de seus compromissos éticos e na
defesa dos direitos humanos, promoverá ao longo de 2024 um conjunto de
atividades relacionadas ao tema. Uma primeira etapa dessas atividades
ocorrerá em 02 de abril, com a realização de sessão solene que contará
com a presença da reitoria e de autoridades da região do ABC. A sessão
será seguida de mesa composta por convidados cujas trajetórias de vida
contribuem para informar e esclarecer sobre as motivações do golpe de
1964 e suas repercussões sobre diferentes segmentos que compõem a
sociedade brasileira.
Assim, o objetivo principal do evento é rememorar este evento histórico
de forma a fortalecer os caminhos para a construção de uma memória
coletiva sobre o período que reconheça as violações de direitos
cometidas e suas motivações, valorizando as lutas e conquistas daqueles
e daquelas que tiveram suas vidas atravessadas pelo regime ditatorial.
O evento 60 anos do golpe: não esquecer para nunca mais acontecer
reforça o compromisso da Universidade Federal do ABC com a história de
lutas da região e com o compromisso da instituição com a defesa dos
direitos humanos. Refirma assim a importância da construção de um
projeto de sociedade e educação em que as diferentes formas de opressão
e a violação de direitos, do passado e do presente, sejam sempre motivo
de estranhamento e de resistência.
PROGRAMAÇÃO
18h – 19h | Sessão solene / Abertura do evento
19h - 22h | Mesa - 60 anos do golpe: não esquecer para nunca mais
acontecer
DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES:
18h às 19h | Sessão de abertura
- Participantes:
DÁCIO ROBERTO MATHEUS, Reitor da Universidade Federal do ABC.
JOSÉ DE FILIPPI JR., Presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC.
19h às 22h | Mesa 60 anos do golpe: não esquecer para nunca mais
acontecer
- Participantes:
LUCI PRAUN, socióloga e docente do Programa de Pós-Graduação em Economia
Política Mundial da UFABC
CRIMÉIA DE ALMEIDA, militante feminista, ex guerrilheira no Araguaia,
foi presa durante o período ditatorial em duas ocasiões. A primeira, em
1968, quando participava do Congresso UNE, em Ibiúna, São Paulo. Um
segunda prisão, também em São Paulo, ocorreu em 1972, momento em que
estava grávida de 7 meses e foi torturada.
DJALMA BOM, operário metalúrgico, ex diretor do Sindicato dos
Metalúrgicos do ABC, com atuação nas greves do ABC de 1978, 1979 e 1980.
Em 1980, foi preso e permaneceu encarcerado por 31 dias, quando foi
enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Participou da fundação do
Partido dos Trabalhadores (PT). Foi deputado federal (1983-1987) e
estadual por dois mandatos (1995-1999; 1999-2003). Foi vice-prefeito de
São Bernardo do Campo (1989-1992).
RAFAEL PINTO, cientista social, militante e fundador do Movimento Negro
Unificado (MNU), em 1978. Integra, desde os anos 2000, o Coletivo
Nacional de Entidades Negras – CONEN, representando os movimentos Fala
Negão/Fala Mulher, Soweto – Organização Negra e pelo Centro Nacional de
Africanidades de Resistência Brasileira – CENARAB.
As inscrições são feitas através do QRCode no cartaz ou no link para o
formulário:
